Do autor (59)

Hesitação e ambiguidade – Milton Hatoum lança primeiro livro de crônicas, “Um Solitário à Espreita”. Por Maria Cristina Fernandes – Valor Econômico, 12/07/2013

Críticas/Artigos, Crônicas, Sobre o autor  

 Hesitação e ambiguidade – Milton Hatoum lança primeiro livro de crônicas, “Um Solitário à Espreita”. Por Maria Cristina Fernandes. Leia o texto completo em: http://www.leitor.com.br/adm/ver_link_cialetras.asp?veiculo=Valor%20Econ%F4mico%20-%20S%E3o%20Paulo/SP&data=12%20a%2014/07/2013&edi=Eu%20e%20Fim%20de%20Semana&pag=24%20e%2025&qtd=2&class=3&img=..//clientes/cialetras/h13071243a.jpg

Um solitário à espreita

Crônicas, Do autor  

Lançado em julho de 2013

Nove segundos, crônica – O Estado de S.Paulo, Caderno 2, 27/05/2011

Crônicas, Do autor  

Naquela noite de 1982, quando fui com uma amiga franco-brasileira assistir ao filme Fitzcarraldo, quase nada conhecia da vida desse barão da borracha peruano. As referências a esse mestiço ambicioso vinham de um ensaio amazônico de Euclides da Cunha, que, em 1905, navegou até as cabeceiras do Purus. Euclides, que era obcecado pela ideia do progresso e da civilização, entendeu ou intuiu que a barbárie troca de lado sem fazer cerimônia. Agora, ao ler um ensaio de Benjamin Abdala (Fluxos Comunitários: Jangadas, Margens e Travessias), conheci outras facetas de Carlos Fermín Fitzcarraldo. Filho de um marinheiro norte-americano com uma mestiça peruana, Fitzcarraldo morreu num naufrágio em 1897, quando tinha 35 anos. Mas essa vida breve não o impediu de construir um império econômico e descobrir um varadouro de nove quilômetros que liga o Rio Urubamba ao Madre de Dios. Esse istmo, que recebeu o nome de seu descobridor, foi importante para a circulação de pessoas e fluxo de mercadorias. O jovem magnata tentou transportar para sua propriedade em Madre de Dios um casarão com estrutura metálica construído por Eiffel. Mas como essa tentativa malogrou, a obra foi erguida em Iquitos. Como tantos outros barões do “caucho” peruano que enriqueceram em pouco […]

Águas encontradas, por Milton Hatoum – Seis (re)visões de Brasília, Correio Braziliense, 21/04/2002

Ensaios/Críticas  

Brasília foi o primeiro pouso de uma rota nômade e errante: a primeira das seis cidades onde morei, desde que saí de Manaus, em dezembro de 1967. Continua em: http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Águasencontradas_CorreioBrazilienase_2002.jpg

Col Brasile nel cuore, di Milton Hatoum – La Repubblica, 5 Maggio 2006

Do autor, Ensaios/Críticas, Italiano, Prensa  

L´autore di Due Fratelli rievoca l´intreccio di idiomi nella sua storia familiare. http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/02/DueFratelli_LaRepubblica_5Maggio2006.jpg

Sin miedo y con placer, por Milton Hatoum – El País Cultural, 14 Agosto 2009

Do autor, Ensaios/Críticas, Español, Prensa  

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La travesía del lenguaje – por Milton Hatoum, El País, Babelia, 28 de Septiembre de 2002

Do autor, Ensaios/Críticas, Español, Prensa  

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Un Rulfo brasileño, por Milton Hatoum – El País, sábado 26 de mayo de 2001

Do autor, Ensaios/Críticas, Español, Prensa  

A propósito de “Labor Arcaica” (1975), de Raduan Nassar: http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/02/El_Pais_RaduanNassar_26Mayo2001.jpg

Nas Asas do Condor, curta metragem dirigido por Cristiane Garcia

Do autor, Infanto juvenil  

Inspirado no conto homônimo, publicado em “O livro dos medos”, “Nas Asas do Condor”, conta a história de Miltinho. Menino frágil e medroso – pelo menos é assim que o vêem Guinaldo, seu melhor amigo, e até mesmo tia Leila, sempre protetora. Mas diante de seu primeiro grande desafio, em uma cidadezinha perdida na imensidão da floresta, o menino tem a chance de encontrar sua verdadeira força – e descobre que sua imaginação é capaz de voar. É o início de uma viagem mágica, repleta de significados que permanecerão por toda a vida. Um vôo no qual a amizade, o amor e a liberdade ganham cores e contornos tão profundos quanto singelos, em um retrato da Amazônia dos anos 60. Roteiro  de Demétrio Garcia e Cristiane Garcia foi premiado em concurso promovido durante o Amazonas Film Festival 2006 – 3 Mundial do Filme de Aventura. Totalmente rodado no Amazonas em HD, é também a primeira produção audiovisual do estado, em quase trinta anos, finalizada em película 35mm.

Um certo Oriente – Letterature d´America, Revista Trimestrale, anno XXII, n 93-94, 2002

Do autor, Ensaios/Críticas  

…El olvido es una de las formas de la memoria. Jorge Luis Borges, “Un Lector”.          Gostaria de começar essa conferência evocando uma outra noite que passei na PUC. Uma noite inesquecível, mas sem nenhuma graça, como foram muitas noites de brutalidade na década de 1970.          Um ato contra o regime militar reunia mais de mil estudantes na PUC. Por coincidência, era uma quinta-feira de setembro: 22 de setembro de 1977. Por volta das 22 horas, enquanto a polícia invadia o campus, eu e alguns amigos corríamos em busca de um abrigo, de um porto seguro numa época e num país em que reinavam a insegurança e o medo. Nossa estação terminal foi uma sala subterrânea, onde o coral da PUC cantava uma música, cujo nome eu não me lembro. O regente do coral, ao perceber a expressão aflitiva daqueles cantores intrusos, entendeu tudo. Bem ou mal, começamos a interpretar um bolero muito popular. Lembro-me sem nostalgia dessa cena, porque aquela noite foi para mim o epílogo simbólico dos anos 70 no Brasil. De fato, dois anos depois eu já era um bolsista na Espanha e, de bolsa em bolsa, acabei aportando em Paris. http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Letterature-DAmerica.pdf