Naquela noite de 1982, quando fui com uma amiga franco-brasileira assistir ao filme Fitzcarraldo, quase nada conhecia da vida desse barão da borracha peruano. |
Crônicas (9)
Nove segundos, crônica – O Estado de S.Paulo, Caderno 2, 27/05/2011
Crônicas, Do autor
Leituras da juventude
Crônicas
Quando estudava no ginásio Pedro II, em Manaus, lembro que um professor de literatura incluía no programa do curso alguns clássicos de outras regiões do Brasil. Ele nos dizia que o conhecimento da cultura do país passava pela literatura. O Nordeste de Graciliano Ramos e o Sul de Erico Verissimo provaram isso. Foi nessa época que li Vidas secas e, quase ao mesmo tempo, alguns trechos d’Os sertões e d’O continente, primeiro volume de O tempo e o vento. Ainda não tinha maturidade para assimilar o sentido histórico dessas obras, mas me deparei com imagens, situações e conflitos de um Brasil que me era estranho. E também com outro vocabulário. |
Final de jogo, crônica publicada na Folha de S.Paulo, 03/07/2002
Crônicas
Dizem que a Alemanha pode vangloriar-se por ter feito três boas traduções dos textos árabes de “”As Mil e Uma Noites”. Nós, que infelizmente não temos nenhuma tradução do original, nos contentamos com outras magias. Foram os gênios brasileiros que, em carne e osso, saíram da garrafa na última noite da Copa no Oriente. |
A copa dos insones, Folha de S.Paulo, 17/12/2002
Crônicas
Bem-aventurada a Copa na Ásia, que dá aos insones um pouco de ânimo e emoção nas noites maçantes e quase sem fim. |
Crônicas publicadas na Coluna Norte, da Revista Entrelivros
Crônicas
entre maio/2005 a dezembro/2007 |
Um sonhador
Crônicas
Aprendi a navegar no escuro antes de ler e escrever. Meu pai me ensinou a remar e a encontrar canal em época de vazante. Isso num tempo em que havia estações. Em setembro, os rios ficaram tão rasos que os peixes foram aprisionados em lagos que nunca foram lagos. Mortos. E um cheiro de cinzas no ar. Meus pais não viram esse céu de ferrugem que esconde o sol. Velhos, nem falavam mais no futuro… Agora aparecem juntos e enlaçados, assombrados que nem fantasmas. Dizem que no Sul os rios morreram há muito tempo, e que há guerra e flagelos nas grandes cidades. Por aqui, de qualquer coisa se morre, e até malária enterra crianças. Violência, doenças: quem pode desmentir seu próprio sofrimento? |
Crônicas publicadas no Terra Magazine
Crônicas
Leia as crônicas publicadas entre abril de 2009 e junho de 2010: |
Últimas visões de um cego
Crônicas
Alguns leitores e críticos consideraram Atlas uma obra menor na obra de Jorge Luis Borges. Comparar esse livro com Ficções (1944) ou O Aleph (1949) é um saudosismo legítimo do leitor, mas exigir de um homem de 84 anos mais uma obra-prima é algo que ultrapassa os limites do rigor e da exigência. Em casos assim, em que o julgamento implacável beira a crueldade, cabe a máxima de que o texto, com o passar do tempo, faz sua própria história. |