Crônicas (11)

Hesitação e ambiguidade – Milton Hatoum lança primeiro livro de crônicas, “Um Solitário à Espreita”. Por Maria Cristina Fernandes – Valor Econômico, 12/07/2013

Críticas/Artigos, Crônicas, Sobre o autor  

 Hesitação e ambiguidade – Milton Hatoum lança primeiro livro de crônicas, “Um Solitário à Espreita”. Por Maria Cristina Fernandes. Leia o texto completo em: http://www.leitor.com.br/adm/ver_link_cialetras.asp?veiculo=Valor%20Econ%F4mico%20-%20S%E3o%20Paulo/SP&data=12%20a%2014/07/2013&edi=Eu%20e%20Fim%20de%20Semana&pag=24%20e%2025&qtd=2&class=3&img=..//clientes/cialetras/h13071243a.jpg

Um solitário à espreita

Crônicas, Do autor  

Lançado em julho de 2013

Nove segundos, crônica – O Estado de S.Paulo, Caderno 2, 27/05/2011

Crônicas, Do autor  

Naquela noite de 1982, quando fui com uma amiga franco-brasileira assistir ao filme Fitzcarraldo, quase nada conhecia da vida desse barão da borracha peruano. As referências a esse mestiço ambicioso vinham de um ensaio amazônico de Euclides da Cunha, que, em 1905, navegou até as cabeceiras do Purus. Euclides, que era obcecado pela ideia do progresso e da civilização, entendeu ou intuiu que a barbárie troca de lado sem fazer cerimônia. Agora, ao ler um ensaio de Benjamin Abdala (Fluxos Comunitários: Jangadas, Margens e Travessias), conheci outras facetas de Carlos Fermín Fitzcarraldo. Filho de um marinheiro norte-americano com uma mestiça peruana, Fitzcarraldo morreu num naufrágio em 1897, quando tinha 35 anos. Mas essa vida breve não o impediu de construir um império econômico e descobrir um varadouro de nove quilômetros que liga o Rio Urubamba ao Madre de Dios. Esse istmo, que recebeu o nome de seu descobridor, foi importante para a circulação de pessoas e fluxo de mercadorias. O jovem magnata tentou transportar para sua propriedade em Madre de Dios um casarão com estrutura metálica construído por Eiffel. Mas como essa tentativa malogrou, a obra foi erguida em Iquitos. Como tantos outros barões do “caucho” peruano que enriqueceram em pouco […]

Leituras da juventude

Crônicas  

Quando estudava no ginásio Pedro II, em Manaus, lembro que um professor de literatura incluía no programa do curso alguns clássicos de outras regiões do Brasil. Ele nos dizia que o conhecimento da cultura do país passava pela literatura. O Nordeste de Graciliano Ramos e o Sul de Erico Verissimo provaram isso. Foi nessa época que li Vidas secas e, quase ao mesmo tempo, alguns trechos d’Os sertões e d’O continente, primeiro volume de O tempo e o vento. Ainda não tinha maturidade para assimilar o sentido histórico dessas obras, mas me deparei com imagens, situações e conflitos de um Brasil que me era estranho. E também com outro vocabulário. A descoberta de uma nova linguagem e de outra paisagem social e geográfica aconteceu em 1969, quando comecei a ler Grande sertão: veredas no colégio de aplicação da UnB (Brasília). Foi uma leitura penosa e meio arrastada. Só depois, no começo dos anos 70, pude ler o livro inteiro com disciplina e, por que não dizer, paixão.  Foi um dos livros mais surpreendentes de minha experiência de leitor. Nesse romance a complexidade é tão grande que as possibilidades de leitura tendem ao infinito. Daí as centenas de artigos, ensaios, dissertações […]

Final de jogo, crônica publicada na Folha de S.Paulo, 03/07/2002

Crônicas  

Dizem que a Alemanha pode vangloriar-se por ter feito três boas traduções dos textos árabes de “”As Mil e Uma Noites”. Nós, que infelizmente não temos nenhuma tradução do original, nos contentamos com outras magias. Foram os gênios brasileiros que, em carne e osso, saíram da garrafa na última noite da Copa no Oriente.

A copa dos insones, Folha de S.Paulo, 17/12/2002

Crônicas  

Bem-aventurada a Copa na Ásia, que dá aos insones um pouco de ânimo e emoção nas noites maçantes e quase sem fim.
A vantagem de ser um corujão insone é que às três da madrugada estamos tão acesos quanto os torcedores no outro lado do mundo, em plena tarde de verão. Mas a insônia é uma espécie de pesadelo em noites passadas em branco. Pensei nisso quando vi a eliminação da Argentina. Impossível não vir à mente um conto de Jorge Luis Borges: “”Funes, o Memorioso”.

Crônicas publicadas na Coluna Norte, da Revista Entrelivros

Crônicas  

entre maio/2005 a dezembro/2007

Um sonhador

Crônicas  

Aprendi a navegar no escuro antes de ler e escrever. Meu pai me ensinou a remar e a encontrar canal em época de vazante. Isso num tempo em que havia estações. Em setembro, os rios ficaram tão rasos que os peixes foram aprisionados em lagos que nunca foram lagos. Mortos. E um cheiro de cinzas no ar. Meus pais não viram esse céu de ferrugem que esconde o sol. Velhos, nem falavam mais no futuro… Agora aparecem juntos e enlaçados, assombrados que nem fantasmas. Dizem que no Sul os rios morreram há muito tempo, e que há guerra e flagelos nas grandes cidades. Por aqui, de qualquer coisa se morre, e até malária enterra crianças. Violência, doenças: quem pode desmentir seu próprio sofrimento? Do Sul e da outra metade do país tenho notícias por umas moças que trazem palavras para o nosso povoado. Há poucos anos elas chegaram com caixas de livro s e começaram a contar histórias para as crianças. Lembro que na nossa infância os mais velhos também contavam muitas histórias, mas desde que o último avô morreu, um silêncio misterioso fechou a boca de várias gerações. As moças foram embora com a promessa de que voltariam. Os […]

Crônicas publicadas no Caderno 2 do jornal O Estado de S.Paulo e Agência Estado

Crônicas  

Crônicas publicadas no Terra Magazine

Crônicas  

Leia as crônicas publicadas entre abril de 2009 e junho de 2010: http://terramagazine.terra.com.br/ultimas/0,,EI6619,00.html