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Representações do intelectual, de Edward Said

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Representações do intelectual reúne seis conferências de Edward Said  transmitidas pela BBC – as prestigiosas Reith Lectures, de que participaram grandes intelectuais europeus e norte-americanos, desde a inauguração do programa em 1948 por Bertrand Russell. O livro ocupa um lugar proeminente na vasta obra de Said, porque enlaça a sua vida profissional – professor de literatura,  pensador da cultura, crítico de música – com sua militância política. No conjunto dos ensaios, o leitor percebe que essas duas atividades são inseparáveis, a exemplo da vida e obra de Sartre, Adorno e Gramsci. Said recorre a esses intelectuais e a romancistas como Flaubert, James Joyce, Turguêniev e Virginia Woolf para examinar a relação do intelectual com o poder, a imprensa, as instituições e as grandes corporações. Uma de suas críticas mais contundentes dirige-se aos que se deixam levar por dogmas religiosos, patriotadas, questões estritamente nacionalistas e por um profissionalismo exacerbado.  Ele tenta mostrar que, para o intelectual secular, os deuses sempre falham, e que o profissionalismo e a especialização extremados podem significar alienação e indiferença. Para o autor de Orientalismo, o intelectual deve ser um amador e dissidente atuando à margem do poder, e não um especialista confinado em sua área de […]

“Esperidião”, de George Sand

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publicado em Contos de Horror do século XIX, organização e introdução de  Alberto Manguel Companhia das Letras, 2005

Por que traduzi Flaubert

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…la tâche du traducteur ne va pas du mot à la phrase, au texte, à l’ensemble culturel, mais à l’inverse: s’imprégnant par de vastes lectures de l’esprit d’une culture, le traducteur redescend du texte, à la phrase et au mot. Paul Ricoeur, Sur la Traduction[i] Mencionei esse breve trecho de um livro de Paul Ricoeur, mas confesso a vocês que desconheço os mandamentos e fundamentos da teoria da tradução. Não sou um tradutor profissional. Traduzi apenas um texto de três de grandes autores franceses – Marcel Schwob, George Sand e Flaubert – e um livro de Edward Said – Representações do intelectual –. Esses autores franceses me interessam por razões literárias; o palestino-americano por razões éticas. É um privilégio traduzir apenas textos que admiramos, sobretudo no Brasil, onde o trabalho do tradutor – e por que não dizer do professor e do intelectual – ainda é pouco prestigiado, muito pouco reconhecido. No entanto, temos grandes tradutores. Os laços históricos, culturais e afetivos que unem a França ao Brasil certamente contribuíram para a formação de bons tradutores. Jorge Luis Borges declarou – não sem uma pitada de afetação – que na Buenos Aires das primeiras décadas do século passado, o desconhecimento […]

A cruzada das Crianças, de Marcel Schwob

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Três contos, de Gustave Flaubert

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tradução de Milton Hatoum e Samuel Titan Jr. Editora Cosac Naify, 2004