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“Que Amazônia é essa?” – entrevista para o Museu da Amazônia

Notícias/Entrevistas  

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Que Amazônia é essa? Com o objetivo de ouvir as diferentes respostas que existem para essa pergunta, o Musa inicia uma série de entrevistas, reunidas sob o título de Museu imaginário. O primeiro entrevistado é o escritor Milton Hatoum.

Artes Tardias: José Saramago e Milton Hatoum, de Mirella Márcia Longo

Críticas/Artigos  

Hoje, vou falar do artista plástico que protagoniza Cinzas do Norte, romance do brasileiro Milton Hatoum; e também do violoncelista que domina o último segmento de As Intermitências da Morte, texto de José Saramago. As duas personagens lutam contra elementos letais.

“A Arte de Mundo: palavras e formas plásticas”, de Mirella Márcia Longo

Críticas/Artigos  

       Meu texto integra um estudo mais amplo centrado em personagens da literatura contemporânea. Essas personagens têm em comum o fato de serem artistas. Hoje, vou-me deter em um artista plástico cuja vida trágica constitui o centro de Cinzas do Norte, romance que Milton Hatoum publicou em 2005.        Começando a desenhar obsessivamente aos cinco anos, Raimundo, ou melhor, Mundo, começa também a enfrentar uma série de atos violentos impostos por seu pai. Decidido a formar o perfil do seu herdeiro, o proprietário de terras Trajano Matoso, Jano, empenha-se em destruir, no filho, o artista. Reprimido e perseguido, Mundo encontra, numa hipertrofiada revolta, a principal substância das suas formas plásticas e o móvel primordial das suas ações. Iniciado no âmbito doméstico, o trabalho corrosivo de combate ao artista desdobra-se e assume outras feições, ao longo do enredo. A menos sutil dessas faces é a da polícia política que o encarcera e precipita a sua errância pela Europa. Quando, já doente, regressa ao Rio e sai despido, numa espécie de happening em que se apresenta como índio, um filho da lua a celebrar o declínio da ditadura militar, Mundo é novamente preso, espancado e finalmente morre numa clínica.        Em larga […]

“Estou falando do Brasil”, entrevista ao Segundo Caderno do jornal O Globo

Notícias/Entrevistas  

O amazonense Milton Hatoum é dos poucos escritores brasileiros igualmente estimados pela crítica e pelos leitores em geral. Seus três livros lançados até agora (“Relato de um certo Oriente”, “Dois irmãos” e “Cinzas do Norte”) receberam o Prêmio Jabuti, e renderam, somados, mais de 100 mil exemplares. “Órfãos do Eldorado” (Companhia das Letras), seu novo livro, reafirma a justiça dessa consagração. Por telefone, Hatoum falou ao GLOBO sobre a obra, que chega às livrarias na segunda-feira.

“Memórias compõem meu chão literário”, por Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo, 9 de março de 2008

Notícias/Entrevistas  

“A primeira vez que ouvi a história, ela foi contada pelo meu avô…”, começa Milton Hatoum, antes de fazer uma rápida pausa para bebericar um café.
Ele conversa com o Estado durante a ensolarada tarde de terça-feira passada, no ajardinado bar do Centro Brasileiro Britânico, no bairro de Pinheiros, onde também mora.

“Naufrágio da tradição”, de Luiz Costa Lima – Folha de S.Paulo, 06 de abril de 2008

Críticas/Artigos  

  Naufrágio da tradição Em “Órfãos do Eldorado”, Milton Hatoum se afasta da tradição novelesca europeia e despreza a abordagem regionalista LUIZ COSTA LIMA COLUNISTA DA FOLHA Por sua configuração mais curta, a novela exige um relato sintético. Como, entretanto, fazer com que o menor espaço narrativo não prejudique a complexidade do relato? Nenhuma resposta abstrata é cabível. Só podemos apontar para casos modelares. Por exemplo, para o “Órfãos do Eldorado”, o novo livro de Milton Hatoum. Para o leitor que conheça seus três romances anteriores e que ainda não haja lido a recente novela essa poderia parecer a retomada de uma temática de perda e dissipação, tendo como espaço Manaus e o Amazonas. A impressão estará correta desde que o leitor não confunda retomada com repetição. É a síntese própria da novela que impõe a diferença. A diferença será melhor compreendida se antes formularmos o horizonte que envolve essa novela e as obras anteriores. Em comum, Hatoum despreza a abordagem de tanto prestígio entre nós, fixada entre as décadas finais do século 19 e as primeiras do 20: a abordagem regionalista -uma espécie de realismo de costumes. Despreza-o para que estabeleça uma outra deriva entre a narrativa mítica e […]