A cidade ilhada, Digestivo Cultural

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Embora seja considerado um dos principais escritores brasileiros contemporâneos, Milton Hatoum publicou, relativamente, pouco. No ritmo vertiginoso do mercado editorial brasileiro, Milton conseguiu resistir bravamente e lançar desde 1989 apenas três romances, uma novela e, agora, um livro de contos – o que dá uma média de um livro a cada quatro ou cinco anos. O tempo, contudo, esteve a favor de Milton Hatoum, porque, apesar de destoar da velocidade com que se publica hoje, sua reputação vem crescendo e seu sucesso tem sido igualmente bem administrado.

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Os contos de Milton Hatoum em A cidade ilhada (Companhia das Letras, 2009, 128 págs.), primeiro livro de histórias curtas do premiado romancista amazonense, são dessa linhagem. Trabalhando com temas aparentemente comuns e tendo como cenário sua velha Manaus de rios e turistas estrangeiros, Hatoum constrói contos repletos de silêncios e sutilezas, exigindo um leitor atento e participativo e retribuindo com conflitos profundos e universais. “Varandas da Eva”, o primeiro conto do volume, já é um bom exemplo. A história narra a lembrança de um episódio ocorrido na infância do narrador: quando visitou, pela primeira vez, o bordel Varandas da Eva, e lá passou uma noite, sua primeira, com uma bela e enigmática mulher. Voltou ao local no dia seguinte, e em outros, e outros, e nunca mais encontrou-a, até que muito tempo depois encontraria um grande amigo seu, também dos tempos de meninice, e descobre que aquela mulher era sua mãe.

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