Copa do Mundo 2002 (2)

Final de jogo, crônica publicada na Folha de S.Paulo, 03/07/2002

Crônicas  

Dizem que a Alemanha pode vangloriar-se por ter feito três boas traduções dos textos árabes de “”As Mil e Uma Noites”. Nós, que infelizmente não temos nenhuma tradução do original, nos contentamos com outras magias. Foram os gênios brasileiros que, em carne e osso, saíram da garrafa na última noite da Copa no Oriente.

A copa dos insones, Folha de S.Paulo, 17/12/2002

Crônicas  

Bem-aventurada a Copa na Ásia, que dá aos insones um pouco de ânimo e emoção nas noites maçantes e quase sem fim.
A vantagem de ser um corujão insone é que às três da madrugada estamos tão acesos quanto os torcedores no outro lado do mundo, em plena tarde de verão. Mas a insônia é uma espécie de pesadelo em noites passadas em branco. Pensei nisso quando vi a eliminação da Argentina. Impossível não vir à mente um conto de Jorge Luis Borges: “”Funes, o Memorioso”.