Milton Hatoum está no auge. O leitor do presente talvez não saiba o que é isso. A literatura brasileira esteve no seu auge entre o fim do século XIX, início do século XX, com Machado de Assis e Euclides da Cunha; depois, em algum momento, entre os anos 30, a partir da Segunda Geração Modernista, passando pela Geração de 45, e os anos 60, com João Cabral e Guimarães Rosa (antes da invasão do audiovisual). E depois? Nunca mais? Sem uma resposta que não ofenda as gerações de 70, 80 e até 90, a literatura brasileira vive outro grande momento agora, com Milton Hatoum. Depois de ler Dois Irmãos (2000), Cinzas do Norte (2005) e, neste instante, Órfãos do Eldorado (2008) é impossível não situar a produção de Milton Hatoum na melhor tradição da literatura brasileira. |
Digestivo Cultural (3)
Órfãos do Eldorado, Digestivo Cultural
Críticas/Artigos
A cidade ilhada, Digestivo Cultural
Notícias/Entrevistas
Embora seja considerado um dos principais escritores brasileiros contemporâneos, Milton Hatoum publicou, relativamente, pouco. No ritmo vertiginoso do mercado editorial brasileiro, Milton conseguiu resistir bravamente e lançar desde 1989 apenas três romances, uma novela e, agora, um livro de contos – o que dá uma média de um livro a cada quatro ou cinco anos. O tempo, contudo, esteve a favor de Milton Hatoum, porque, apesar de destoar da velocidade com que se publica hoje, sua reputação vem crescendo e seu sucesso tem sido igualmente bem administrado. |
Digestivo Cultural, entrevista com Julio Daio Borges
Notícias/Entrevistas
A idéia da entrevista surgiu a partir de um curso sobre o gênero romance que Milton Hatoum ministrou em 2005 na Casa do Saber. O objetivo da entrevista era ampliar a compreensão da obra do escritor mas acabou saindo melhor do que a encomenda, foi publicada no Suplemento Literário de Minas Gerais Digestivo Cultural. |