Dois Irmãos (17)

Perguntas sem resposta dão sentido ao romance, por Haroldo Ceravolo Sereza – Caderno 2, O Estado de São Paulo, 27 de maio de 2000

Críticas/Artigos, Sobre o autor  

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Milton Hatoum canta Manaus para ser universal, entrevista com Haroldo Ceravolo Sereza – Caderno 2, O estado de São Paulo, 27 de maio de 2000

Notícias/Entrevistas, Sobre o autor  

Caim e Abel, por José Castello – Revista Isto é, 19 de julho de 2000

Notícias/Entrevistas, Sobre o autor  

Milton Hatoum narra rivalidade entre irmãos. A espera de 11 anos, um longo e enixplicável silêncio, valeu a pena. http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DoisIrmãos_Istoé.jpg

Ódio entre irmãos, por Maurício Stycer – Revista Época, 12 de junho, 2000

Notícias/Entrevistas, Sobre o autor  

Depois de 11 anos em silêncio, Milton Hatoum volta com um forte relato sobre imigrantes em Manaus   http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DoisIrmãos_Época.jpg

HATOUM E OS FANTASMAS, por Pedro Meira Monteiro – 26.08.2010

Críticas/Artigos, Sobre o autor  

Temos, na literatura brasileira, fantasmas realmente poderosos? Alguém que os tenha imaginado com perfeição e que deles tenha aproveitado toda a força poética? Há um autor brasileiro que nos faça lembrar imediatamente de um Henry James ou, para pensar em quadrante mais próximo, de um Juan Rulfo? Certo, há fantasmas, aqui e ali. Em certas memórias, é claro. Nos casarões que Gilberto Freyre perscruta com angústia e fascínio, indagando-lhes que foi feito do brilho de outrora. E há, é claro, um fantasma pairando soberano sobre todos, a um só tempo galhofeiro e melancólico. Mas sabemos que Brás Cubas é apenas uma invenção especiosa, feita para que os torneios metanarrativos e metaliterários de Machado pudessem caber em algum lugar, em alguma voz. Ao fim, Brás é o mais vivo dos autores, e só é um fantasma por conveniência, para que possa dar-nos aquele famoso piparote inicial. Mas e Milton Hatoum? Desconfio que, em sua ficção, os fantasmas ganham o seu grande momento na literatura brasileira. Não é que a Manaus de seus livros seja uma Comala, nem ainda uma Macondo. Manaus está lá, alerta, vivendo como um organismo a sua decadência inexorável, substituindo uma espécie de podridão saudável (o mundo fragmentário […]

“A cidade flutuante”, por Leyla Perrone Moisés – Jornal de Resenhas, Folha de S. Paulo, 12 de agosto de 2000

Críticas/Artigos  

Valeu a pena esperar 11 anos pelo segundo romance de Milton Hatoum. “Dois Irmãos” revela um notável amadurecimento do romancista, promissor em “Relato de um Certo Oriente”, e agora dotado do domínio pleno de sua temática e de seus meios.
Este romance tem muitas qualidades. A mais sedutora talvez seja, como no anterior e mais do que naquele, a ambientação: Manaus, o clima, as cores e principalmente os odores (“um cheiro que morreu nos tajás da minha moita”). Assim como a vegetação equatorial, na qual as plantas estão permanentemente morrendo e florescendo, numa mistura de podridão e verdor, a cidade de Milton Hatoum é uma ruína pululante de vitalidade. O cheiro da floresta ali se mistura com o cheiro de lodo. A Cidade Flutuante, bairro de palafitas cuja destruição é narrada no fim do romance, poderia ser uma metáfora dessa cidade suspensa na memória do romancista, cidade cujas misérias ele desejaria esquecer, e de cujos encantos ele se mantém cativo.

10 livros brasileiros, Revista Época

Notícias/Entrevistas  

Romances ousados, narrativas autobiográficas, ensaios e livros-reportagem sobre a história do Brasil atraíram os leitores e solidificaram carreiras literárias. Leia a matéria completa: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI112759-15220,00-LIVROS+BRASILEIROS.html