Luiz Costa Lima (2)

A ilha flutuante. Por Luiz Costa Lima – Caderno Mais!, Folha de S.Paulo, 24 de setembro de 2000

Críticas/Artigos  

Em “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, estamos diante de uma cidade sem raízes, formada por estratos que se dissipam e desaparecem quase sem vestígios. http://www.miltonhatoum.com.br/wp-content/uploads/2011/03/DoisIrmãos_CostaLima_set_2000.jpg

“Naufrágio da tradição”, de Luiz Costa Lima – Folha de S.Paulo, 06 de abril de 2008

Críticas/Artigos  

  Naufrágio da tradição Em “Órfãos do Eldorado”, Milton Hatoum se afasta da tradição novelesca europeia e despreza a abordagem regionalista LUIZ COSTA LIMA COLUNISTA DA FOLHA Por sua configuração mais curta, a novela exige um relato sintético. Como, entretanto, fazer com que o menor espaço narrativo não prejudique a complexidade do relato? Nenhuma resposta abstrata é cabível. Só podemos apontar para casos modelares. Por exemplo, para o “Órfãos do Eldorado”, o novo livro de Milton Hatoum. Para o leitor que conheça seus três romances anteriores e que ainda não haja lido a recente novela essa poderia parecer a retomada de uma temática de perda e dissipação, tendo como espaço Manaus e o Amazonas. A impressão estará correta desde que o leitor não confunda retomada com repetição. É a síntese própria da novela que impõe a diferença. A diferença será melhor compreendida se antes formularmos o horizonte que envolve essa novela e as obras anteriores. Em comum, Hatoum despreza a abordagem de tanto prestígio entre nós, fixada entre as décadas finais do século 19 e as primeiras do 20: a abordagem regionalista -uma espécie de realismo de costumes. Despreza-o para que estabeleça uma outra deriva entre a narrativa mítica e […]